Documento encontrado em apartamento levanta lacunas, contradições e novos questionamentos 15 anos após o assassinato da modelo.
A reaparição inesperada de um documento ligado a um dos crimes mais emblemáticos do país voltou a provocar espanto. Um passaporte pertencente à modelo Eliza Samudio foi localizado dentro de um apartamento em Portugal e entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa por um dos moradores do imóvel.
O achado, revelado com exclusividade pelo Portal Leo Dias, rapidamente ganhou repercussão nacional e internacional, levantando dúvidas sobre como o documento sobreviveu ao tempo e às circunstâncias que envolveram o assassinato brutal da jovem, ocorrido em 2010.
Documento estava entre livros em estante
Segundo o relato do inquilino do apartamento, identificado apenas como José, o passaporte estava guardado em uma estante, misturado a livros, sem qualquer identificação que explicasse quem o teria deixado ali ou há quanto tempo estava no local.
“Eu fiquei em choque quando vi o nome. Prefiro não falar nada e deixar para as autoridades investigarem para não ser injusto com ninguém”, afirmou José em entrevista. Ele também ponderou:
“Não é possível que alguém vá entrar em Portugal com o passaporte de uma pessoa que teve um homicídio tão grande.”
O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirmou o recebimento do documento, informou o Itamaraty e aguarda orientações oficiais sobre os próximos procedimentos.
Família acreditava que todos os documentos haviam sido destruídos
Procurada, Sônia Fátima Moura, mãe de Eliza Samudio, preferiu não comentar o caso neste momento. Familiares, no entanto, demonstraram surpresa com a notícia, afirmando que sempre acreditaram que todos os documentos pessoais da modelo haviam sido destruídos após o crime.
Foto do passaporte levanta nova contradição
Uma pessoa próxima à vítima afirmou ao jornal EXTRA ter convicção de que Eliza estava grávida na foto do passaporte:
“Eu me lembro dessa foto. Eliza estava bochechuda por causa da gravidez. Para mim, não faz sentido estar num documento de 2007.”
A declaração reforça as inconsistências do caso. O passaporte foi emitido em 2006 e registra apenas uma entrada em Portugal, em maio de 2007, sem qualquer carimbo de saída ou novos destinos registrados oficialmente.
Crime, condenação e feridas abertas
Eliza Samudio desapareceu em 2010 após exigir judicialmente que o ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza reconhecesse a paternidade de seu filho. As investigações apontaram que ela foi assassinada em Minas Gerais, em um crime planejado para silenciá-la.
Bruno foi condenado em 2013 e obteve liberdade condicional em 2023. Mesmo após anos, o caso continua despertando indignação, dor e questionamentos na sociedade brasileira.
Lacunas, dúvidas e perguntas sem resposta
Como o passaporte de Eliza foi parar em um apartamento em Portugal?
Quem o levou até lá?
Por que o documento não foi destruído?
Há informações ainda desconhecidas sobre os últimos deslocamentos da modelo?
O reaparecimento do passaporte não encerra a história — pelo contrário, reacende feridas antigas e reforça que o caso Eliza Samudio ainda guarda sombras que o tempo não conseguiu apagar.
💬 A opinião é sua
Você acredita que esse passaporte pode revelar algo novo sobre o caso?
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