A ordem mundial está sendo destruída de propósito?

A ordem mundial está sendo destruída de propósito? potências como EUA, Rússia e China estão acelerando o caos global em 2026


Por que potências como EUA, Rússia e China estão acelerando o caos global em 2026

Em fevereiro de 2026, o chanceler alemão Friedrich Merz declarou abertamente na Conferência de Segurança de Munique: a ordem internacional baseada em direitos e regras está em processo de "destruição". Guerras brutais, revisionismo violento e disputas por hegemonia colocam em xeque décadas de multilateralismo. Mas será que isso é acidente ou estratégia deliberada de líderes que preferem o poder absoluto ao diálogo?

Enquanto impunidade se espalha – de invasões territoriais a sanções unilaterais –, o mundo assiste a uma "epidemia" que ameaça não só a paz, mas a própria sobrevivência da cooperação global. Você aceitaria viver em um planeta onde a lei do mais forte substitui tratados internacionais?

Contextualização: O colapso da ordem pós-1945

A ordem mundial construída após a Segunda Guerra, com ONU, direitos humanos e multilateralismo, enfrenta sua maior crise desde a Guerra Fria. Relatórios como o Global Risks Report 2026 alertam para fragmentação estrutural: protecionismo, sanções e desconfiança entre governos minam instituições. Ações unilaterais de potências – como pressões sobre Groenlândia, incursões na Venezuela e guerra na Ucrânia – aceleram o processo.

O Lado A: Defesa da soberania nacional e realismo geopolítico


A ordem mundial está sendo destruída de propósito? potências como EUA, Rússia e China estão acelerando o caos global em 2026

Para muitos analistas e governos, o multilateralismo falhou. Ele permitiu que potências médias e grandes fossem limitadas por regras que beneficiam apenas o Ocidente. Trump reinterpretando a Doutrina Monroe nas Américas, Rússia reivindicando esferas de influência e China moldando normas globais seriam respostas legítimas a uma ordem desequilibrada. "Por que obedecer regras que nos enfraquecem?", perguntam defensores dessa visão.

"A ordem baseada em regras está prestes a ser destruída. Temos de ser claros: é uma brincadeira perigosa." – Friedrich Merz, chanceler alemão, fevereiro 2026

O Lado B: Perigo do revisionismo e retorno à barbárie

Críticos alertam: sem regras comuns, prevalece a força bruta. Impunidade incentiva agressões, aumenta desigualdades e acelera crises climáticas e migratórias. A "epidemia de impunidade" citada por António Guterres na ONU transforma conflitos locais em ameaças globais. Abandonar o multilateralismo seria regresso ao século XIX, com guerras constantes e sem freios.

Argumentos de especialistas divergentes

Consultorias como Eurasia destacam o risco 1: revolução política nos EUA com desmonte de freios institucionais. Outros, como o Fórum Econômico Mundial, apontam confronto geoeconômico como o maior perigo até 2028. Enquanto uns veem multipolaridade como oportunidade, outros a chamam de "multipolaridade sem multilateralismo" – receita para caos.

Impacto global: De guerras regionais a colapso econômico

As consequências já aparecem: erosão de tratados, aumento de gastos militares, instabilidade em mercados e migrações forçadas. Países em desenvolvimento, como o Brasil, sofrem mais: pressões externas, volatilidade comercial e risco de serem peões no xadrez das grandes potências.

Por Que Esse Tema Divide Opiniões?

O debate toca tensões ideológicas profundas: soberania absoluta vs. interdependência necessária. Nacionalistas veem regras globais como perda de autonomia; progressistas e liberais as consideram essenciais para evitar barbárie. Culturalmente, há choque entre realismo cínico (poder é tudo) e idealismo (cooperação salva vidas). Politicamente, divide direita populista (anti-globalismo) e centro-esquerda (defesa de instituições). Emoções explodem porque o tema envolve medo existencial: guerra nuclear, colapso climático ou dominação totalitária.

Você está disposto a sacrificar paz global por soberania nacional irrestrita?


Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU)

O Que Pode Mudar a Partir de Agora?

Cenários futuros variam de colapso total (guerras ampliadas, alianças rompidas) a reforma forçada das instituições (nova ONU ou blocos regionais fortes). Riscos incluem escalada na Ucrânia, tensões Taiwan-China ou crises nas Américas. Transformações positivas dependeriam de diplomacia ousada, mas a tendência é piora da fragmentação. O que acontece se 2026 virar o ponto sem retorno?


Plateia cheia durante o discurso do presidente Lula na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O que você acha? Comente agora!

A ordem mundial está condenada ou pode ser salva? A impunidade das grandes potências é inevitável ou resultado de fraqueza coletiva? Deixe sua opinião nos comentários – seja você a favor da soberania total, da defesa das regras internacionais ou de uma terceira via. Sua visão pode mudar o debate!

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