Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 2026 — Não é simulação: a NASA recalculou a trajetória e elevou o risco de impacto do asteroide 2024 YR4 na Lua para cerca de 4,3%. O que isso significa para a Terra?
O que é o asteroide 2024 YR4?
O asteroide 2024 YR4 pertence ao grupo Apollo — objetos cuja órbita cruza a da Terra. Seu tamanho estimado está entre 53 e 67 metros, o equivalente à altura de um prédio de 10 a 15 andares.
Descoberto no final de 2024, ele inicialmente chamou atenção por uma pequena chance de impacto com a Terra (já completamente descartada). Agora o alvo de preocupação é a Lua.
Por que a NASA aumentou o alerta?
Novas observações feitas pelo Telescópio Espacial James Webb permitiram refinar a órbita do asteroide em cerca de 20%. Com isso, a probabilidade de colisão com a Lua em 22 de dezembro de 2032 subiu para aproximadamente 4,3% (estimativa da NASA; a ESA trabalha com valor semelhante).
Ainda há **95,7% de chance** de que o asteroide passe sem atingir a Lua. Mesmo assim, o aumento do risco foi suficiente para acionar protocolos internacionais de defesa planetária.
O que acontece se o asteroide colidir com a Lua?
Não há risco direto para a Terra. A Lua é muito mais massiva e não mudaria sua órbita de forma significativa.
Porém, o impacto seria um evento astronômico importante:
- Energia liberada equivalente a milhões de toneladas de TNT
- Formação de uma cratera de cerca de 1 km de diâmetro
- Clarão muito brilhante visível a olho nu da Terra (no lado noturno), possivelmente mais intenso que Vênus
- Possível chuva curta de meteoros causada por detritos ejetados
- Risco indireto para satélites em órbita lunar e futuras bases (programa Artemis)
“Seria um dos eventos astronômicos mais impressionantes do século — um flash global visível, mas sem consequências catastróficas para a humanidade.” — Cientistas envolvidos nas simulações.
O que vem pela frente até 2032?
- 2028 — o asteroide volta a ficar visível para telescópios. Novas medições podem reduzir ou confirmar o risco
- Se o risco permanecer alto, missões de desvio (no estilo da missão DART) podem ser planejadas
- Monitoramento contínuo por NASA, ESA e rede global de observação de asteroides
Fontes: NASA Planetary Defense Coordination Office, James Webb Space Telescope, ESA Space Safety, publicações científicas 2025–2026.