Terrorismo de Barragem: Terceiro Alarme Falso de Sirene Causa Pânico

<a target="_blank" href="https://www.google.com/search?ved=1t:260882&q=define+terrorismo+de+barragem&bbid=6043260954135037967&bpid=1845963779711753692" data-preview>Terrorismo de Barragem</a>: Terceiro Alarme Falso de Sirene Causa Pânico em <a target="_blank" href="https://www.google.com/search?ved=1t:260882&q=Concei%C3%A7%C3%A3o+do+Mato+Dentro+MG&bbid=6043260954135037967&bpid=1845963779711753692" data-preview><a target="_blank" href="https://www.google.com/search?ved=1t:260882&q=Concei%C3%A7%C3%A3o+do+Mato+Dentro+MG&bbid=6043260954135037967&bpid=1845963779711753692" data-preview>Conceição do Mato Dentro, MG</a></a>

Terrorismo de Barragem: O Terceiro Alarme Falso de Sirene que Mergulhou Minas Gerais em Pânico

Conceição do Mato Dentro, MG – 13 de fevereiro de 2026 – Imagine o som estridente de uma sirene ecoando pelas montanhas, sinalizando o pior: o rompimento iminente de uma barragem gigante. Famílias correm pelas ruas, crianças abandonam escolas sem lanche, grávidas são levadas às pressas para ambulâncias. Mas, mais uma vez, era falso. O terceiro alarme indevido da barragem do Sistema Minas-Rio, operada pela Anglo American, transformou a tarde de quinta-feira (12) em um pesadelo coletivo para moradores de Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas. Esse episódio, batizado por especialistas como "terrorismo de barragem", reacende traumas de tragédias como Mariana e Brumadinho. O que está por trás desses "acidentes" repetidos? E como as comunidades podem se proteger?

Vista aérea da barragem do Sistema Minas-Rio em Conceição do Mato Dentro, MG

O Caos do Acionamento Falso: Relatos de Terror no Dia 12 de Fevereiro

Na tarde de 12 de fevereiro, por volta das 15h, as sirenes de emergência das comunidades de São José do Jassém e Saraiva soaram sem piedade. Moradores, condicionados por anos de medo, saíram correndo para pontos de encontro elevados. Escolas foram esvaziadas às pressas: crianças, sem tempo para pegar suas merendas, aguardaram por mais de duas horas em áreas altas, com fome e sede, enquanto pais desesperados buscavam informações.

"As pessoas todas saindo correndo, e parece que foi um aviso falso. Passaram lá em casa falando que foi aviso falso", relatou um morador que chegava à cidade no momento do pânico.

O desespero foi geral. Ambulâncias da própria Anglo American atenderam vítimas de mal-estar causado pelo susto. Mulheres grávidas precisaram de socorro imediato, e idosos reviveram o horror de desastres passados. Vídeos nas redes sociais capturaram o momento: dezenas de famílias reunidas na igreja local, aguardando qualquer sinal de segurança.

  • Impactos Imediatos: Pelo menos 10 atendimentos médicos por crise de ansiedade e pânico.
  • Crianças Afetadas: Mais de 50 alunos de escolas locais ficaram sem alimentação por horas.
  • Comunidades Impactadas: São José do Jassém, Saraiva e áreas vizinhas na Zona de Autossalvamento (ZAS).

O Que é 'Terrorismo de Barragem'? Uma Estratégia para Manipular o Medo

O termo "terrorismo de barragem" não é exagero: foi cunhado por pesquisadores da Unicamp para descrever táticas de mineradoras que mantêm comunidades em estado de alerta constante, usando falhas nos sistemas de alarme para pressionar negociações de reassentamento e alteamento de barragens. A estrutura em questão, sete vezes maior que a de Fundão (rompida em 2015), já é alvo de controvérsias. Em novembro de 2025, o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) vetou o alteamento, citando violações à Lei Mariana e à Convenção 169 da OIT, que garante consulta prévia a comunidades tradicionais.

"A empresa diz que seu sistema de sirene é de ponta, é confiável. Mas como confiar se os disparos têm acontecido sem motivo? A principal dúvida da comunidade é: se um dia a barragem se romper, a sirene vai funcionar corretamente?", questiona Juliana Deprá Stelzer, da direção nacional do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM).

Segundo o MAM, esses alarmes falsos fazem parte de uma estratégia para impor reassentamentos individuais – mais baratos para a empresa – em vez de coletivos, violando direitos quilombolas e agravando o adoecimento psicológico. "Isso faz parte de uma estratégia da Anglo American para impor sua vontade sobre as comunidades", acusa Juliana.

Moradores de Conceição do Mato Dentro durante o pânico causado pelo alarme falso

Histórico de Falhas: Não é a Primeira Vez que o Medo é Usado como Arma

Esse é o terceiro incidente em seis anos. Em janeiro de 2020, um acionamento equivocado em São José do Jassém e Água Quente levou o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) a propor ação civil pública por danos psicológicos. Em março de 2025, comunidades como Sapo e Turco reviveram o trauma. Cada episódio aprofunda as feridas: sete anos após Brumadinho, a impunidade persiste, e rompimentos recentes, como no Tocantins em 2025, mostram que o risco é real.

Data Local Impacto
Janeiro 2020 São José do Jassém e Água Quente Pânico generalizado; ação judicial proposta
Março 2025 Sapo, Turco e Cabeceira do Turco Desespero em escolas e residências
Fevereiro 2026 São José do Jassém e Saraiva Atendimentos médicos; crianças sem alimento

Resposta da Anglo American e Reações Políticas: Entre Lamentações e Denúncias

A mineradora classificou o ocorrido como "acionamento acidental" e garantiu que a barragem está estável, com monitoramento 24/7. "Lamentamos o ocorrido e estamos apurando as causas", diz a nota oficial. No entanto, críticas não pouparam a empresa.

"Não é aceitável naturalizar falhas que reativam traumas coletivos e colocam comunidades em estado de medo", disparou a deputada federal Duda Salabert (PDT), que acionou a Agência Nacional de Mineração (ANM) e o MP.

A deputada estadual Bella Gonçalves (PSOL) foi mais direta: "O nome disso é 'terrorismo de barragens'". Ela anunciou representação ao MP por indenizações e multas, destacando os efeitos em populações vulneráveis.

Paisagem de Conceição do Mato Dentro, destacando a vulnerabilidade das comunidades próximas à barragem

O Que Fazer Agora? Apelos por Justiça e Mudança na Mineração

O MAM e comunidades quilombolas clamam por um basta. "A Anglo American não pode ficar impune. Precisamos dar um basta a esse terrorismo de barragens", urge Juliana Deprá. Ações incluem:

  1. Indenizações Imediatas: Por danos psicológicos e morais a todas as famílias afetadas.
  2. Fiscalização Rigorosa: Auditorias independentes nos sistemas de sirene e barragens.
  3. Reassentamento Coletivo: Respeitando direitos indígenas e quilombolas, sem manipulações.
  4. Reforma na Mineração: Fim da impunidade pós-Mariana e Brumadinho.

Enquanto isso, o sofrimento continua: relatos de insônia e uso crescente de remédios para ansiedade. A mídia hegemônica mineira, criticada por bloquear denúncias, precisa amplificar essas vozes. Minas Gerais não aguenta mais o peso das barragens – é hora de priorizar vidas sobre lucros.

O que você acha? Esses alarmes falsos são apenas 'acidentes' ou há algo mais? Compartilhe nos comentários e ajude a espalhar essa história. Para mais atualizações sobre mineração em MG, inscreva-se no blog!

Fonte: Baseado em relatos do Brasil de Fato, Itatiaia e MAM.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem

Formulário de contato