Tragédia familiar abala Goiás e levanta debate sobre violência doméstica

Morre segundo filho baleado por secretário em Itumbiara: Tragédia familiar abala Goiás e levanta debate sobre violência doméstica

Morre segundo filho baleado por secretário em Itumbiara: Tragédia familiar abala Goiás e levanta debate sobre violência doméstica

Itumbiara, GO – 14 de fevereiro de 2026. Em um episódio que chocou o Brasil, Benício Araújo Machado, de apenas 8 anos, faleceu nesta sexta-feira (13) após dias internado em estado gravíssimo no Hospital Estadual de Itumbiara. O menino era o segundo filho baleado pelo próprio pai, Thales Naves Alves Machado, secretário de Governo da Prefeitura de Itumbiara, que também tirou a própria vida após o ato brutal. O irmão mais velho, Miguel, de 12 anos, já havia sucumbido aos ferimentos na quinta-feira (12). Como uma família aparentemente unida pode desabar em tamanha dor? Essa tragédia expõe as fragilidades da violência doméstica e clama por ações urgentes.

Vista aérea de Itumbiara ao entardecer, rio Paranaíba ao fundo, simbolizando a cidade abalada pela tragédia familiar. Fonte: Prefeitura de Itumbiara.

A cronologia da tragédia: Da noite fatídica ao luto coletivo

Na madrugada de quarta-feira (11 de fevereiro), por volta das 2h, Thales Machado, de 40 anos, genro do prefeito Dione Araújo, invadiu o quarto onde os filhos dormiam em sua residência, em um condomínio fechado de Itumbiara, no sul de Goiás. Armado, ele disparou contra Miguel e Benício, que foram atingidos por tiros no tórax e na cabeça. Em seguida, Thales virou a arma contra si mesmo, morrendo no local.

A mãe das crianças, Sarah Araújo, não estava em casa – ela viajava para São Paulo a trabalho, sem suspeitar do que viria a seguir. A Polícia Militar foi acionada por vizinhos que ouviram os disparos e isolou a cena do crime. Miguel foi levado ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho (HMMC), mas não resistiu e faleceu ainda na manhã de quinta-feira (12). Benício, mais novo, foi operado de emergência no Hospital Estadual de Itumbiara (também conhecido como São Marcos) e transferido para a UTI pediátrica, onde lutou pela vida por dois dias antes de falecer na sexta-feira.

O Instituto Médico Legal (IML) liberou os corpos no mesmo dia 12, e o velório de Miguel ocorreu na casa do avô paterno, o prefeito Dione. Amigos e familiares prestaram homenagens com camisetas estampadas "Miguel Eterno". O enterro foi no Cemitério Avenida da Saudade. Hoje, sábado (14), é o velório de Benício, em meio a um clima de comoção geral na cidade de cerca de 100 mil habitantes.

Cena respeitosa de velório em Itumbiara: familiares em luto com flores brancas, representando a dor da perda das crianças baleadas. Fonte: Mais Goiás.

As vítimas: Inocência roubada em um lar destruído

Miguel Araújo Machado, de 12 anos, era um menino ativo, apaixonado por futebol e estudos. Benício, de 8, sonhava em ser astronauta, segundo relatos de parentes. Ambos frequentavam escolas municipais e viviam uma infância aparentemente feliz ao lado dos pais, casados há 15 anos. Thales, como secretário, era figura pública respeitada, responsável por articulação política na prefeitura.

"Que Deus abençoe sempre meus filhos. Papai ama muito", disse Thales em um vídeo postado horas antes do crime, um adeus velado que agora ecoa como grito de desespero.[1] Sarah, a mãe, tornou-se alvo de ataques online após a divulgação de uma carta do marido, mas recebeu solidariedade de autoridades, como a delegada Amanda Souza, que alertou contra a vitimização da mulher em casos de feminicídio familiar.[2]

A motivação: Uma crise conjugal que explodiu em violência

A investigação da Polícia Civil de Goiás aponta para uma crise conjugal como estopim. Thales teria recebido imagens de uma suposta traição da esposa e postado uma carta em redes sociais, logo apagada, onde desabafava: "Não consigo viver com essas lembranças... Meus anjos [os filhos], perdoem o papai". Ele acusava Sarah de viajar para encontrar um amante em São Paulo e pedia perdão ao prefeito, seu sogro. A polícia apura quem deletou o post e descarta envolvimento de terceiros – trata-se de homicídio consumado (Miguel), tentado (Benício, que veio a falecer) seguido de suicídio.[3][4]

"Gracinha e eu ficamos profundamente consternados... A notícia de violência dentro de um lar, especialmente quando crianças são vítimas, atinge em cheio a família e lança toda a sociedade em um estado de luto e indignação", manifestou o governador Ronaldo Caiado, que suspendeu agendas para visitar Itumbiara.[5]

A Prefeitura decretou luto de três dias, com escolas suspensas e serviços públicos paralisados, refletindo o impacto na comunidade. Mas por que sinais de alerta foram ignorados? Thales, em crise, não buscou ajuda – um padrão em muitos casos de violência doméstica.

Fachada da Prefeitura de Itumbiara, Palácio 12 de Outubro, sede onde Thales atuava como secretário. Fonte: Site oficial da Prefeitura.

Análise imparcial: Raízes da tragédia e caminhos para prevenção

Essa tragédia em Itumbiara não é isolada: o Brasil registra milhares de casos de violência familiar anualmente, com o feminicídio e o parricídio (pais matando filhos) em ascensão, agravados por acesso fácil a armas e estigma ao pedir ajuda psicológica. Impartialmente, a culpa recai sobre Thales, mas o contexto revela falhas sistêmicas: falta de monitoramento em crises conjugais, estresse de figuras públicas e ausência de redes de apoio imediato.

Estudos do Ministério da Saúde e ONU Mulheres apontam que 70% dos homicídios domésticos envolvem ciúmes ou separação, mas intervenções precoces salvam vidas. O que pode ser feito? Aqui vão medidas concretas:

  • Educação emocional nas escolas: Programas como o "Família Segura" para ensinar resolução de conflitos desde cedo, reduzindo impulsos violentos.
  • Apoio psicológico acessível: Linhas como o CVV (188) e Disque 100 ampliadas, com foco em homens em crise, para desestigmatizar a busca por terapia.
  • Controle de armas: Reforço à Lei 10.826/2003, com desarmamento em lares com crianças, evitando impulsos fatais.
  • Redes de alerta comunitário: Vizinhos e escolas treinados para identificar sinais, como posts desesperados em redes sociais.
  • Políticas públicas: Campanhas contra a culpabilização da vítima, como defendido pela delegada Amanda Souza, promovendo equidade de gênero.

Essas ações, se implementadas, poderiam transformar lutos em lições. Quantas famílias mais precisarão sofrer para que o sistema reaja? A resposta está em nós: conscientização e ação coletiva.

O que você acha? Como prevenir tragédias como essa em sua comunidade?

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