A ciência acaba de provar que até os gigantes precisam de um "ajuste de medidas". Dados recentes enviados pela sonda Juno revelaram que Júpiter, o maior planeta do nosso Sistema Solar, possui dimensões ligeiramente diferentes das que aprendemos na escola.
O que mudou nas dimensões?
Não se engane: Júpiter não encolheu fisicamente. O que evoluiu foi a nossa precisão tecnológica. Graças ao método de ocultação de rádio, cientistas do Instituto Weizmann de Ciência, em Israel, determinaram os seguintes ajustes:
| Referência | Diferença Encontrada |
|---|---|
| Raio Equatorial | 4 quilômetros menor |
| Raio Polar | 12 quilômetros menor |
Isso significa que o planeta é ainda mais achatado nos polos do que as estimativas anteriores sugeriam.
"Os livros didáticos precisarão ser atualizados. O tamanho de Júpiter não mudou, é claro, mas a forma como o medimos, sim."
— Yohai Kaspi, coautor do estudo.
Como a descoberta foi feita?
Os pesquisadores utilizaram sinais de rádio enviados pela sonda Juno. Quando esses sinais atravessam a densa atmosfera de Júpiter antes de chegar à Terra, eles sofrem variações. Analisar essas oscilações permite "enxergar" através das nuvens e definir a forma real do planeta com precisão milimétrica.
Por que isso é importante?
- Interiores Planetários: Ajuda a entender melhor a composição do núcleo de Júpiter.
- Exoplanetas: Serve como base para medir gigantes gasosos em outros sistemas estelares.
- Evolução Espacial: Fornece dados cruciais sobre como planetas massivos se formam e se sustentam.
Escrito por: Fabio Augusto dos Santos | Fonte: Instituto Weizmann de Ciência